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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 95


95

FORMAÇÃO POLÍTICA DO ENFERMEIRO: PERCEPÇÃO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM À LUZ DA FENOMENOLOGIA DE SCHUTZ

Autores:
Maria da Conceição Coelho Brito (marycey@hotmail.com) (Universidade Estadual do Ceará (UECE)) ; Ana Kézia Cunha de Queiroz (Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)) ; Maria Socorro de Araújo Dias (Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)) ; Maria Adelane Monteiro da Silva (Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)) ; Dirce Stein Backes (Centro Universitário Franciscano (UNIFRA)) ; Lucilane Maria Sales da Silva (Universidade Estadual do Ceará (UECE))

Resumo:
INTRODUÇÃO: A política permite questionar o já construído, aprimorar as formas de construir e de implementar novas ideias no exercício das profissões. Sendo estas construções sociais, pondera-se que o saber/fazer dos enfermeiros ainda não tem o seu capital simbólico. Esse status é garantido pela capacidade da profissão de convencer a sociedade que seus membros são especialmente confiáveis. O que perpassa à mudança paradigmática na formação do profissional enfermeiro. OBJETIVO: Analisar a formação política do enfermeiro sob a ótica de acadêmicos do Curso de Enfermagem de um município do Nordeste brasileiro. METODOLOGIA: Estudo exploratório-descritivo, realizado nos anos de 2015 e 2016, com 27 acadêmicos do décimo período do curso de enfermagem. Utilizou-se como referencial teórico-metodológico a Fenomenologia Social de Alfred Schutz. A coleta de informações foi por entrevista semiestruturada e a análise norteada pelos princípios interpretação subjetiva, adequação e racionalidade lógica do Referencial. RESULTADOS: O tipo ideal/retrato apresentado foi o discente de enfermagem avesso à política, capaz de visualizá-la como instrumento assegurador de sua cidadania, mas que encontra dificuldade de inter-relacioná-la ao seu fazer profissional, que concebe a universidade como espaço propício a discussão política, mas que, contudo, restringem seus dispositivos fomentadores, extensões universitárias e grupos de estudo, a uma delimitada parcela de acadêmicos. CONCLUSÃO: Evidenciou-se a necessidade de investir no processo de politização dos discentes, sendo este um importante movimento para a mudança estrutural na postura da categoria, na ressignificação do cuidado, na prática de uma assistência autônoma e qualificada e consequentemente na valorização da enfermagem enquanto ciência e profissão. IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM: O estudo implica na necessidade de abertura igualitária aos espaços fomentadores do debate político no âmbito universitário, e para a criação de novos dispositivos e inclusão de eixos políticos na grade curricular do curso de graduação em Enfermagem. DESCRITORES: Política; Autonomia Profissional; Bacharelado em Enfermagem.


Referências:
BOCK, L.F. et al. A organização da enfermagem e da saúde no contexto da idade contemporânea (1930-1960). In: PADILHA, M.I.; BORENSTEIN, M.S.; SANTOS, I. Enfermagem história de uma profissão. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2011. FREIDSON, E. Profissão médica: um estudo de sociologia do conhecimento aplicado. São Paulo: Editora UNESP, 2009. JESUS, M.C.P. et al. A fenomenologia social de Alfred Schutz e sua contribuição para a enfermagem. Rev Esc Enferm USP., v. 47, n. 3, 2013. PERSEGONA, K.R. et al. O conhecimento político na atuação do enfermeiro. Esc Anna Nery Rev Enferm., v. 13, n. 3, 2009. SCHUTZ, A. Fenomenologia del mundo social: introduccion a la sociologia comprensiva. Buenos Aires: Paidos, 1972.