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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 122


122

INSERÇÃO DO ACOMPANHANTE NOS CUIDADOS IMEDIATOS AO RECÉM-NASCIDO

Autores:
Roberta Costa (roberta.costa@ufsc.br) (Universidade Federal de Santa Catarina) ; Mayara Carminatti Sabino (Universidade Fedeal de Santa Catarina) ; Odaléa Maria Bruggemann (Universidade Federal de Santa Catarina) ; Manuela Beatriz Velho (Universidade Federal de Santa Catarina) ; Carolina Frescura Junges (Universidade Federal de Santa Catarina) ; Letícia Colossi (Universidade Federal de Santa Catarina)

Resumo:
Introdução: Com a promulgação da Lei 11.108/2005, o acompanhante de escolha da mulher torna-se também um sujeito de direito (BRASIL, 2005). Surge assim, a necessidade de identificar as ações realizadas por esta pessoa em todo o processo de parto e nascimento. No momento do nascimento ocorre o primeiro contato entre mulher, bebê e acompanhante e ocorre a oportunidade de realizar os primeiros cuidados com o recém-nascido. Objetivo: descrever a participação do acompanhante da mulher durante os cuidados imediatos realizados com o recém-nascido. Método: Pesquisa descritiva com abordagem quantitativa. Foram realizadas entrevistas com 1.075 acompanhantes de mulheres que tiveram trabalho de parto e parto vaginal ou cesariana nas maternidades públicas da Grande Florianópolis, no período de março de 2015 a maio de 2016. A análise dos dados foi efetuada com o auxílio do software Stata versão 13.0. Resultados: Os achados mostraram que 93,72% dos acompanhantes permaneceram junto ao bebê durante os cuidados imediatos e em sua maioria realizaram algum tipo de atividade relacionada ao recém-nascido. Destacam-se entre elas ações de estreitamento de vínculo afetivo, percebida através de atividades como conversar com o bebê, ação realizada por 94,79% dos acompanhantes e acariciá-lo atividade descrita por 93,02% destes participantes. Além disso, 81,33% ofertaram colo ao bebê e 67,63% auxiliaram o bebê e a mulher na primeira mamada. Conclusão: A presença do acompanhante junto ao recém-nascido no momento dos cuidados imediatos fortalece o vínculo familiar e auxilia o bebê a se adaptar a vida extrauterina. Contribuições para enfermagem: Este estudo demonstrou que o enfermeiro foi o profissional de saúde que mais inseriu o acompanhante. Recomenda-se assim, que a equipe de enfermagem prepare/oriente o acompanhante e o valorize como elemento importante desde o pré-natal até o puerpério, fornecendo informações que o auxiliem a participar ativamente deste momento. Palavras-chave: Direitos do paciente. Acompanhante de pacientes. Enfermagem obstétrica. Humanização da assistência. Humanização do parto.


Referências:
BRASIL. Lei no 11.108, de 7 de abril de 2005. Altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para garantir as parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. Diário Oficial [da] União, Brasília (DF), 08 abr. 2005. p.7. Disponível em. acesso em 29 mar. 2016.