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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 164


164

Conhecimento clínico para a realização da Classificação de Risco em serviços de urgências.

Autores:
Carmen Lucia Mottin Duro (carduro@gmail.com) (Universidade Federal do Rio Grande do Sul- Escola de Enfermagem) ; Maria Alice Dias da Silva Lima (Universidade Federal do Rio Grande do Sul- Escola de Enfermagem)

Resumo:
A Classificação de Risco (CR) foi implantada nos serviços de urgência com a finalidade de priorizar o atendimento, considerando a gravidade da situação clínica e a necessidade de cuidados imediatos do paciente (FITZGERALD et al,2010). No entanto, há dificuldades no desenvolvimento desta atividade pelo enfermeiro (CHAVES DE SOUZA et al, 2014). O objetivo do estudo consiste em avaliar a Classificação de Risco nos serviços de urgência na perspectiva dos enfermeiros, tendo em vista o conhecimento para exercer essa atividade. Estudo descritivo, quantitativo, com utilização da técnica Delphi (SCARPARO et al, 2012), a qual busca o consenso de especialistas no assunto. Foram realizadas três rodadas de opiniões, sendo que da primeira, participaram 130 enfermeiros, da segunda, 89 e da terceira, 65, respectivamente. Foi utilizado questionário disponível em plataforma eletrônica, com 49 questões com cinco opções de respostas em escala Likert. Foi estipulado nível de 70% consenso das respostas. Destacou-se que o enfermeiro utiliza o conhecimento clínico para avaliação do paciente e priorização do atendimento (87,6%) na classificação de risco. Outros estudos indicam o conhecimento profissional como fator importante na CR, diante de uma história clínica narrada em pouco tempo (CONSIDINE, BOTTI, THOMAS, 2007). Ressaltam que não se estabelece o nível de prioridade somente com a utilização de protocolos, pois os dados recolhidos pelo enfermeiro são uma combinação de informações clínicas e do julgamento profissional (CERULLO, CRUZ, 2010). Os achados demonstraram que os enfermeiros na Classificação de Risco fazem uso do saber clínico e profissional para identificar e avaliar as necessidades do paciente na Classificação de Risco. O estudo contribui para a enfermagem na medida em que apresenta subsídios para a qualificação dos enfermeiros, evitando práticas centradas apenas na operacionalização de um protocolo. Descritores: Avaliação em Enfermagem, Acolhimento, Conhecimento.


Referências:
1. FITZGERALD, G. et al. Emergency department triage revisited. Emergency Medicine Journal, London, v. 27, n. 2, p. 86-92, feb. 2010. 2. CHAVES DE SOUZA, C. et al . Percepção do enfermeiro sobre a realização da classificação do risco no serviço de urgências. Investigación y educación en enfermería, Medellín , v. 32, n. 1, p. 78-86, Apr. 2014 . 3. SCARPARO, A. F. et al. Reflexões sobre o uso da técnica Delphi em pesquisas na enfermagem. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste - RENE, Fortaleza, v. 13, n. 1, p. 242-251, 2012. 4. CONSIDINE, J.; BOTTI, M.; THOMAS, S. Do knowledge and experience have specific roles in triage decision-making? Academic Emergency Medicine, Philadelphia, v. 14, n. 8, p. 722-776, ago. 2007. 5. CERULLO, J.A.S.B.; CRUZ, D.A.L.M. Raciocínio clínico e pensamento crítico. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v.18. n.1.[06 telas] 2010. Jan/fev 2010. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rlae/v18n1/pt_19> Acesso em: 12 dez.2012.