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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 168


168

Adoecimento de trabalhadores de enfermagem no contexto hospitalar

Autores:
Cristiane Helena Gallasch (cristiane.gallasch@gmail.com) (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) ; Ana Terra Porciúncula Baptista (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) ; Norma Valéria de Oliveira Dantas (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) ; Thereza Christina Mó Y Mó Loureiro Varella (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) ; Isabela da Rosa Noronha (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) ; Isabele da Rosa Noronha (Universidade Federal de São Carlos)

Resumo:
Introdução: A precarização das relações de trabalho do modelo neoliberal baseia-se em preceitos que influenciam diretamente o mundo do trabalho e refletem de forma adversa na saúde do trabalhador As condições inerentes ao trabalho de enfermagem somam-se à alta demanda no trabalho, rígida supervisão, baixos salários e reduzido reconhecimento social, potencializando a vulnerabilidade do trabalhador ao adoecimento e consequente afastamento de suas atividades laborais. 1,2. Objetivos: Caracterizar aspectos sociodemográficos e laborais dos profissionais licenciados do trabalho por mais de 15 dias ou em readaptação funcional, identificando causas dos afastamentos ou da readaptação. Método: Pesquisa documental, retrospectiva, com abordagem quantitativa. Analisaram-se 886 registros de membros da equipe de enfermagem de um hospital universitário fluminense. Resultados: Os afastamentos dos trabalhadores foram atribuídos, principalmente, às doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (24,41%), seguidas pelos transtornos mentais e comportamentais (22,62%). Em relação aos motivos que levaram os profissionais à readaptação funcional, foram principais causas doenças osteomusculares (56,25%), seguidas por transtornos mentais (18,75%). Conclusão: Os dados refletem que o perfil de adoecimento dos profissionais de enfermagem pouco modificou-se ao longo dos anos, apresentando elevado índice de adoecimento por doenças osteomusculares, sendo preocupante o adoecimento mental. É necessário intensificar medidas protetoras para prevenção do adoecimento e melhorar as condições laborais. Implicações para a enfermagem: O número de profissionais adoecidos continua crescente, entendendo-se que as medidas adotadas para a reversão desse quadro vêm sendo nulas ou insuficientes. É irrefutável a necessidade de se reverter tal situação. Desse modo, sugere-se o desenvolvimento de estudos de intervenção que apontem medidas resolutivas para o quadro.


Referências:
1. Pérez Júnior EFP, Oliveira EB, Souza NVDO, Lisboa MTL, Silvino ZR. Segurança no desempenho e minimização de riscos em terapia intensiva: tecnologias duras. Revista Enfermagem Uerj. Maio 2014 ; 22(3). 2. Silva AM, Dom Bosco LAC. Estresse Ocupacional e Qualidade de Vida em Profissionais de Enfermagem. Paidéia. Janeiro 2016; 26(63): p. 63-70