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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 220


220

Acidentes de Trabalho ocorridos com trabalhadores de enfermagem de um Hospital Universitário

Autores:
Mirian Cristina dos Santos Almeida (miriandresp@hotmail.com) (Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo) ; Kátia Pontes Remijo, (Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo) ; Carolina Luiza Bernardes (Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo) ; Vinicius Gomes Barros (Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo) ; Bárbara Marques Anginoni (Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo) ; Patrícia Campos Pavan Baptista (Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo)

Resumo:
Introdução: Sabe-se que o processo de trabalho da enfermagem hospitalar quando desenvolvido em condições adversas, pode resultar no aumento da ocorrência de acidentes de trabalho (AT) e/ou processos de desgastes. Objetivo: Monitorar os AT ocorridos com trabalhadores de enfermagem (TE) de um hospital universitário (HU). Método: Estudo exploratório, desenvolvido no HU da Universidade de São Paulo (USP) no período de janeiro a setembro de 2016, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem da USP. Os dados foram extraídos do software de vigilância à saúde dos trabalhadores de enfermagem SIMOSTE (Sistema de Monitoramento da Saúde dos Trabalhadores de Enfermagem)1 e inseridos no SPSS® 20.0 para análise. Resultados: A idade média dos 77 TE que notificaram os AT é de 43,3 anos (dp 9,4); 80,5% são mulheres, sendo 67,5% auxiliares/técnicos de enfermagem e 32,5% enfermeiros. Os locais com maior ocorrência dos AT foram: UTIs (24,7%) e Pronto Socorro (20,8%). A maior parte dos AT foi típico (77,9%), seguido de doença do trabalho (11,7%) e de trajeto (10,4%). Ao analisar os AT pela CID-10, encontrou-se maior ocorrência de Traumatismos do punho e da mão (22,1%), Traumatismos de joelhos e pernas (10,4%), e Traumatismos do tornozelo e do pé (10,4%). Das cargas de trabalho, a mecânica esteve envolvida em 77,9% dos AT, seguido da biológica (27,3%). No total, os AT geraram 85 dias de afastamento. Conclusões: Os AT ocorreram com maior frequência em TE de nível técnico, envolvendo principalmente as cargas mecânicas e biológicas. Traumatismos de membros superiores e inferiores foram os mais comuns. Implicações para enfermagem: O monitoramento dos AT podem fornecer subsídios para medidas interventivas de prevenção de agravos e promoção da saúde dos TE, e consequentemente, redução do absenteísmo.


Referências:
Referências: 1.Baptista PCP et al. A inovação tecnológica como ferramenta para monitoramento da saúde dos trabalhadores de enfermagem. Rev.Esc.EnfermUSP. 2011;45(Esp):1621-6.