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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 230


230

CONHECIMENTO E PRÁTICAS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍFILIS NA ADMISSÃO PARA O PARTO EM TERESINA, PIAUÍ

Autores:
Raquel Rodrigues dos Santos (rackelsanthos@hotmail.com) (Fundação Municipal de Teresina) ; Roberta Pereira Niquini (IFRJ) ; Francisco Inácio Bastos (Fiocruz) ; Maria Clara Batista da Rocha Viana (Fundação Municipal de Teresina) ; Rosa Maria Soares Madeira Domingues (Fiocruz)

Resumo:
Introdução: A eliminação da sífilis congênita é uma prioridade de saúde pública no Brasil e no mundo, o que fez o Ministério da Saúde (MS) brasileiro adotassem a meta de até 0,5 casos para cada 1.000 nascidos vivos. Objetivo: Avaliar a conformidade dos conhecimentos e práticas de diagnóstico e tratamento no manejo da sífilis por ocasião da admissão para o parto dos profissionais de saúde atuantes nas maternidades públicas de Teresina, Piauí. Métodos: Realizou-se, em 2015, um estudo transversal com a população de médicos obstetras e enfermeiros atuantes nas maternidades públicas de Teresina (n=159) por meio de formulários autoaplicáveis, tendo sido registradas 5% de perdas e 10% de recusas. Foram utilizados 21 critérios de avaliação: treze relacionados ao conhecimento (cinco sobre exames sorológicos e oito sobre adequação do tratamento) e oito relacionados às práticas (três sobre diagnóstico, quatro sobre tratamento e um sobre aconselhamento pós-teste). A conformidade dos conhecimentos e práticas foi estimada como proporção de respostas dos profissionais em concordância com os protocolos do Ministério da Saúde. Resultados: Foi observada conformidade em dois critérios de conhecimento sobre exames sorológicos, um relacionado às práticas diagnósticas e um de prática de tratamento entre os médicos. Entre os enfermeiros, nenhum critério avaliado apresentou conformidade com os critérios padrão. Conclusões: O perfil observado de baixa conformidade quanto aos critérios avaliados resulta em perdas de oportunidade de diagnóstico e tratamento das gestantes/puérperas e de seus parceiros. Implicações para enfermagem: O estudo, ao identificar barreiras no manejo da sífilis na admissão para o parto, aponta estratégias importantes para reverter o quadro atual, como: incentivar a especialização em obstetrícia para os enfermeiros, promover capacitações específicas sobre o tema e maior acesso aos protocolos assistenciais. Só através da melhoria do conhecimento pode-se acreditar em uma profissão com práticas e habilidades eficientes para o cuidado com a saúde.


Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST /AIDS. Diretrizes para o controle da Sífilis Congênita: manual de bolso/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Programa Nacional de DST/Aids - 2. Ed.- Brasília: Ministério da Saúde, 2006. ______. Ministério da Saúde. SVS - Boletim Epidemiológico SÍFILIS. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (BR). Resolução COFEN 7498/1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, e dá outras providências. Rio de Janeiro (RJ): COFEN: 1986. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (BR). Resolução 195/1997. Dispões sobre a solicitação de exames de rotina e complementares por enfermeiro. In: Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Documentos básicos de enfermagem: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São Paulo (SP):2001. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (BR). Resolução 271/2002. Regulamenta as ações do enfermeiro na consulta, prescrição de medicamentos e requisição de exames. Rio de Janeiro (RJ): COFEN: 2002. COSTA, C.C. da. Conhecimento, atitude e prática dos enfermeiros acerca do controle de sífilis na gestação. 102 f. Dissertação (Mestrado em enfermagem) - Universidade Federal de Fortaleza/UFC, Fortaleza. 2012.