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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 236


236

AS PRÁTICAS DE CUIDADO INTENSIVO DO RECÉM-FORMADO AO PACIENTE NA ENFERMARIA: NEXOS COM A SEGURANÇA

Autores:
Rute de Oliveira Almeida (rutedaisy@yahoo.com.br) (EEAN-UFRJ) ; Rafael Celestino da Silva (EEAN-UFRJ)

Resumo:
Introdução: Na atualidade, verifica-se a presença do paciente crítico em enfermarias clínicas. A prestação do cuidado intensivo a este paciente é influenciado pelas experiências prévias dos enfermeiros, podendo trazer implicações à segurança do paciente. Objetivo: Analisar os nexos das práticas de lidar do recém-formado em relação ao cuidado intensivo ao paciente crítico em enfermarias clínicas, considerando suas representações sociais, com a segurança do paciente. Método: Pesquisa descritiva, com aplicação da teoria das representações sociais. A investigação foi realizada com 26 enfermeiros recém-formados de uma universidade privada, que se submeteram a entrevista em profundidade. Os dados passaram por análise lexical com auxílio do software Alceste. Resultados: Formou-se um bloco de classes no qual o cuidado intensivo é compreendido como complexo, difícil e desafiador pelos recém-formados, requerendo recursos materiais e humanos em quantidade e qualidade. Como não dispõe de todos estes recursos na enfermaria tenta conseguir a vaga para tirar o paciente do setor. Quando não consegue a transferência, vivencia o medo, em razão do manejo dos equipamentos, procurando dar o melhor de si e priorizando a monitorização deste paciente. Isso traz o risco de fazer algo errado e comprometer a segurança do paciente, o que remete à responsabilidade deste profissional. Conclusão: A dimensão imagética da UTI e que constitui sua identidade social influencia na construção da representação sobre o cuidado intensivo na enfermaria em oposição. Assim, como não dispõe dos elementos que caracterizam a UTI agem buscando transferir o paciente ou realizam um cuidado limitado pelo seu preparo. Implicações para a enfermagem: É preciso resignificar a imagem da terapia intensiva, de modo que os profissionais consigam cuidar do paciente crítico nas situações de assistência na enfermaria.


Referências:
Felippe TDG, Ramos RS, Gomes AMT, Barreto VPM, Oliveira OVS. A representação social dos enfermeiros sobre pacientes críticos no contexto da clínica médica. Rev Cuidarte. 2012; 3(1):1-9.