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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 244


244

TRAJETÓRIA DAS ESTUDANTES DE ENFERMAGEM NA LUTA CONTRA A DITADURA (1964-1985)

Autores:
Tiago Souza Leal (tiiago.l@hotmail.com) (Autor. Estudante de graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. tiiago.l@hotmail.com) ; Cristina Maria Meira de Melo (Professora Orientadora. Doutora. Docente da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. cmmelo@uol.com.br) ; Tatiane Araújo dos Santos (Professora Tutora. Mestre. Docente da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. tatianearaujosantos@yahoo.com.br) ; Claudia Silva do Monte (Co-autora. Estudante de graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. Claudiamonte305@gmail.com) ; Sofia da Silva Camargo (Co-autora. Estudante de graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. sofiascamargo@gmail.com) ; Andreza Siqueira Costa (Co-autora. Estudante de graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia. Andrezasiqueira04@gmail.com)

Resumo:
A identidade da enfermeira é construída a partir da sua vida estudantil. No entanto, a participação política de estudantes de enfermagem não é conhecida de modo sistematizado. Com o objetivo de construir memória da participação política das estudantes de enfermagem da UFBA na luta contra a ditadura civil militar, desenvolve-se pesquisa histórica. A coleta de dados foi feita por meio da história oral de estudantes militantes e da análise documental em arquivos da UFBA. Na análise construiu-se narrativas da militância e do contexto interno à Escola de Enfermagem e externo à sociedade brasileira. Identificou-se 540 documentos relacionando a vida acadêmica com o serviço de informação da Ditadura; atuação de uma diretora na vigilância e adequação do Diretório Acadêmico às normas da Ditadura; colaboração da direção da Escola com o Serviço de Informação; proteção maternal de uma diretora com estudantes militantes; identificação da presidenta do Diretório Acadêmico presa no Congresso da UNE. As entrevistas apontam para apenas uma estudante militante em organização política clandestina; poucas estudantes engajadas na luta contra a ditadura e alijamento destas na vida cotidiana da Escola e predomínio da alienação política entre as estudantes. A pesquisa contribui com a construção de acervo no Núcleo de Memória Haydeé Guanais Dourado da Escola de Enfermagem da UFBA; com a formação crítica de estudantes participantes; com a construção da identidade da enfermeira como trabalhadora; para a construção da memória histórica para inspirar o tempo presente.


Referências:
ALBERTI, Verena. Manual de História Oral. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.