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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 293


293

MISSÃO HUMANITÁRIA - FRONTEIRA BRASIL/ BOLÍVIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ENFERMEIRO NA FORÇA NACIONAL DO SUS

Autores:
Adriana Gonçalves Carvalho (adrianagoncalvescarvalho@gmail.com) (Enfermeira, Especialista em UTI, Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente do SAMU 192-Salvador, Membro do GEPASE - Universidade Federal da Bahia) ; Miller Fontes Brandão (Enfermeiro,Especialista em Urgência e Emergência, Enfermeiro do SAMU 192-Salvador, Membro do GEPASE-UFBA) ; Aline Di Carla Laitano (Enfermeira, Mestranda em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia, Enfermeira do SAMU 192 - Salvador) ; Núbia Lino de Oliveira (Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia, Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente do SAMU 192-Salvador) ; Victor Porfírio Ferreira Almeida (Enfermeiro, Mestrando em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia, Enfermeiro do SAMU 192 - Salvador) ; Gilberto Tadeu Reis da Silva (Enfermeiro, Pós-doutor em Ensino em Ciências da Saúde, líder do GEPASE, Professor Titular da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia)

Resumo:
Introdução: Com o processo de descontrole migratório ocorrido desde 2013, pela divisa do Brasil com a Bolívia, muitos haitianos adentraram o país buscando refugiar-se de catástrofes e guerras civis. A pequena cidade de Brasiléia, no Acre, recebeu em uma semana mais de 3.000 imigrantes, fato que efetivou a solicitação de apoio ao Ministério da Saúde, que encaminhou a Força Nacional do SUS (FN-SUS), visando a não desassistência à saúde da população local, e o mapeamento das condições de saúde dos imigrantes. Objetivo: Descrever a vivência de enfermeiros que atuaram em missão humanitária na divisa do Brasil com a Bolívia. Metodologia: Pesquisa descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, baseado na experiência de Enfermeiros, membros da FN-SUS, que atuaram na missão humanitária em Brasiléia, em abril de 2013. Resultados: A partir da visita ao alojamento provisório dos haitianos, os diversos órgãos envolvidos realizaram um Plano de Ação. Assim, foram realizadas triagem e acolhimento à população em situação de vulnerabilidade; confecção de guia para atendimento aos imigrantes, em francês, espanhol e creoulo e; assistência aos 1050 imigrantes que necessitavam cuidados e orientações de saúde. Conclusão: Pode-se perceber a efetiva participação do Enfermeiro e a relevância de seu papel como protagonista no processo de gerenciamento e organização da assistência à saúde em situações adversas. Contribuições para a enfermagem: Em missões humanitárias, onde se necessita de ações em saúde, o enfermeiro se mostra essencial, pois é inerente ao seu processo de trabalho a organização, controle e gerenciamento. O reconhecimento da atuação do enfermeiro em missões contribui para o reconhecimento e valorização profissional.


Referências:
Referências: Silva S A. Fronteira amazônica: passagem obrigatória para haitianos?.REMHU - Rev. Interdiscip. Mobil. Hum., Brasília, Ano XXIII, n. 44, p. 119-134, jan./jun. 2015.