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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 366


366

PERCEPÇÃO DOS GESTORES SOBRE AÇÕES NA SAÚDE DA MULHER

Autores:
Bruniele da Costa Santos (sbruniele@gmail.com) (Universidade Federal de Sergipe) ; Renata Jardim (Universidade Federal de Sergipe) ; Jamylle Catarina Passos Carregosa (Universidade Federal de Sergipe) ; Jaqueline Guimarães Elói de Brito (Universidade Federal de Sergipe) ; Anne Kelly Paes Alves Feitosa (Universidade Federal de Sergipe) ; Márcia Schott Souza E Silva (Universidade Federal de Sergipe)

Resumo:
Introdução: A partir das primeiras décadas do século XX, a atenção à saúde da mulher passou a fazer parte das Políticas Públicas de Saúde no Brasil. No entanto, nas décadas de 30 a 50, a mulher era vista basicamente como mãe e "dona de casa". Em 1960, o movimento feminista brasileiro propôs igualdade social que reconhecesse as diferenças. Assim, emergiu um novo conceito de saúde da mulher, rompendo com o paradigma centrado na função controladora da reprodução, indicando a saúde sexual e reprodutiva como um direito (FREITAS et al., 2009). Mulheres organizadas reivindicaram sua condição de sujeitos de direito, com necessidades que extrapolassem o momento da gestação e parto (PNAISM, 2004). Objetivo: Conhecer a percepção dos gestores sobre as ações voltadas para a saúde da mulher. Metodologia: estudo de caráter exploratório, observacional, descritivo e quali-quantitativo realizado por meio de entrevistas semiestruturadas no período entre Junho e Julho de 2017, com todos os gestores da Atenção Primária à Saúde (APS) de Lagarto/Sergipe. E 6 gestantes, que realizam pré-natal em uma APS e duas na Maternidade do munícipio. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa conforme Parecer Consubstanciado (nº 949.513). Resultados: Entrevistou-se 15 gestores (100%) da APS. Dentre as ações para a saúde da mulher, observou-se predomínio de consultas ginecológicas de enfermagem para exame citopatológico do colo do útero (67%), consultas pré-natais (47%) e solicitações de mamografia (20%). Percebeu-se predominância de consultas sobre planejamento familiar (27%). Percebe-se predomínio de ações voltadas à maternidade ou detecção de infecções sexualmente transmissíveis. Conclusão: A mulher deve ser vista com suas especificidades e necessidades. Há 13 anos, a PNAISM indica a necessidade de ações que proporcionem a melhoria das condições de saúde em todos os ciclos de vida da mulher, entretanto, os resultados presente estudo demonstram uma realidade bem aquém desse ideal.


Referências:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. - Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: Acesso em: 27 jul 2017. Freitas GL, Vasconcelos CTM, Moura ERF, Pinheiro AKB. Discutindo a política de atenção à saúde da mulher no contexto da promoção da saúde. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2009;11(2):424-8. Disponível em: Acesso em: 27 jul. 2017.