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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 378


378

DESAFIO NA HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ENFERMEIROS RESIDENTES EM OBSTETRÍCIA

Autores:
Carla Maria Lopes dos Santos (carllinha.lopes@hotmail.com) (Hospital Dom Malan/ IMIP) ; Alexsandra Rodrigues Amando (Hospital Dom Malan/ IMIP) ; Fernanda Brito do Nascimento de Lima (Hospital Dom Malan/ IMIP) ; Maria Érica Gomes da Silva (Hospital Dom Malan/ IMIP) ; Marianna dos Santos Araújo (Hospital Dom Malan/ IMIP)

Resumo:
INTRODUÇÃO: A humanização da assistência ao parto é acima de tudo uma tentativa de resgate da integralidade do cuidado prestado à parturiente, garantindo com que a mesma seja incluída na tomada de decisões e sejam respeitados seus desejos e anseios. Para tanto, o profissional precisa garantir que a gestante seja protagonista desse momento, oferecendo-lhe uma assistência baseada em evidências científicas e desprovida de intervenções desnecessárias¹. OBJETIVO: Descrever a experiência de enfermeiros residentes em obstetrícia diante os desafios da adoção de uma prática humanizada na assistência ao parto. METODOLOGIA: Estudo observacional, descritivo, tipo relato de experiência, do primeiro rodízio na sala de parto, em um hospital de referência materno-infantil. RESULTADOS: Durante o rodizio foi possível observar o desinteresse e uma resistência dos profissionais em se atualizar e pôr em prática uma assistência humanizada. Nota-se uma assistência intervencionista, que não utiliza ou realizada de forma inadequada os métodos não farmacológicos para alívio da dor, que é conivente com a privação alimentar durante o trabalho de parto, manobra de Kristeller e/ou episiotomia, dentre outras práticas que deveriam ser desestimuladas e que descaracterizam a humanização na assistência que toda parturiente deveria receber. CONCLUSÃO: A vivência possibilitou percebermos que a maioria dos profissionais não segue o que é recomendado pelo Ministério da Saúde, adotando práticas intervencionistas sem bases científicas que justifiquem tais condutas. CONTRIBUIÇÕES PARA ENFERMAGEM: Nesse contexto, o papel do enfermeiro residente é de fundamental importância, uma vez que, o mesmo tem sua formação voltada para uma assistência holística e baseada em evidências, na inserção de condutas humanizadas para uma assistência qualificada.


Referências:
1 AZEVEDO C.I., et al. Compartilhando saberes através da educação em saúde na escola: interfaces do estágio supervisionado de enfermagem. R. Enferm. Cent. O. Min. V.4, n.1, 2014.