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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 421


421

A doença renal e o ser no mundo: um estudo fenomenológico

Autores:
Dejanilton Melo da Silva (demedasi0@gmail.com) (Universidade Federal Fluminense) ; Vanessa Carine Gil de Alcantara (Universidade Federal Fluminense) ; Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva (Universidade Federal Fluminense) ; Eliane Ramos Pereira (Universidade Federal Fluminense) ; Helen Campos Ferreira (Universidade Federal Fluminense)

Resumo:
Introdução: O corpo ocidental encontra-se em plena metamorfose na pós-modernidade. Não se trata mais de aceitá-lo como é, mas de corrigi-lo, transformá-lo e reconstruí-lo. A Doença Renal Crônica (DRC) promove repercussões no comportamento individual, interferindo, muitas das vezes, na identidade corpórea da pessoa consigo mesma e, no contexto das interações familiares e sociais. Objetivo: Compreender as falas dos colaboradores em terapia hemodialítica a partir da abordagem fenomenológica, destacando os enfrentamentos e estigmas sociais vivenciados na sociedade sob a ótica da fenomenologia de Merleau-Ponty. Método: Realizou-se pesquisa descritiva, fenomenológica, com trinta sujeitos em terapia hemodialítica, no serviço de saúde privado, no Estado do Rio de Janeiro, ano de 2016. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal Fluminense, aprovado conforme Parecer nº 1.589.579. Resultados: Os resultados obtidos foram analisados conforme propõe Amadeo Giorgi, gerando três categorias analíticas: o corpo invadido por DRC; o corpo doente e marcado e o corpo doente e marcado em interação. Tem-se intensificado a relação entre as condições psico-socioculturais e a doença renal quando da sistematização dos cuidados a esses sujeitos. O cuidado de enfermagem oferecido ao paciente deve ser realizado por profissionais especializados e com o olhar voltado para o todo, e não apenas a uma ação técnica no sentido de ser expresso de forma atitudinal, pois é relacional, envolve a ação de pensar e que, muitas vezes, a enfermagem dissocia o pensar do significado do cuidar, também não é dado, é um relacionamento terapêutico no qual a presença é total e no qual o sentido moral da enfermagem é preenchido e promove o bem-estar. Conclusão: O cuidado de enfermagem voltado para o olhar estético é fundamental para que clientes possam perceber, sentir e transcender seus limites corpóreos quando em terapia.


Referências:
1. Merleau-Ponty M. Fenomenologia da percepção. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes; 2006. 2. Azevedo RF, Lopes RLM. Concepção de corpo em Merleau-Ponty e mulheres mastectomizadas. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2010 [acesso em 08 abr 2016];63(6):1067-70. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672010000600031&lng=en 3. Oliveira SG, Marques IR. Sentimentos do paciente portador de Doença Renal Crônica sobre a autoimagem. Rev Enferm UNISA [Internet]. 2011[acesso em 08 abr 2016];12(1):38-42. Disponível em: http://www.unisa.br/graduacao/biologicas/enfer/revista/arquivos/2011-1-06.pdf 4. Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto contexto - enferm. [Internet]. 2008 [acesso em 28 out 2016]; 17(4): 758-64. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010407072008000400018&lng=en.