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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 425


425

O COMPORTAMENTO SOCIAL COMO INDICADOR DA QUALIDADE DE VIDA DO USUÁRIO COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

Autores:
Denildo de Freitas Gomes (enffreitas@hotmail.com) (Universidade Federal Fluminense) ; Amanda Guedes dos Reis (Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ) ; Marta Sauthier (Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ) ; Andre Marcelo Machado Soares (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

Resumo:
Resumo: Pesquisa de Revisão Integrativa da Literatura, qualitativa, descritiva e exploratória, que busca compreender como a avaliação da qualidade de vida do usuário renal crônico, como parte inerente do cuidado de Enfermagem, possibilita o reconhecimento da sua autonomia. Do ponto de vista epistemológico, a importância do estudo se dá pela incorporação da análise antropológica da estrutura axiológica que determina o comportamento social da autonomia do usuário portador de insuficiência renal crônica. Identifica-se que não há associação entre os estágios da doença e a qualidade de vida, esta diminuída quando alguma terapia renal substitutiva é instituída. Isto demonstra que, quando a autonomia do usuário é reconhecida e este participa da escolha da terapia da qual fará uso, há aumento da adesão e consequente melhoria da qualidade de vida. A atuação dos enfermeiros permite a formação de vínculos, que lhes conferem poder através do qual podem conduzi-los à sua autonomia. Nas dimensões antropológicas, a importância da compreensão de que o cuidado deve atender ao usuário enquanto autônomo e com bagagem cultural indissociável à particularidade clínica emerge. Conclui-se que fatores de ordens sociodemográficas e individual interferem na qualidade de vida e a percepção de bem-estar auxilia no manejo terapêutico. Descritores: Enfermagem, Antropologia Cultural, Qualidade de vida.


Referências:
Honneth, A. Luta pelo reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Ed. 34, 2003 (Trad. Luiz Repa). Honneth, A. Observações sobre a reificação. Civitas, n. 1, vol. 8, jan/abr. 2008, p. 68-79. Honneth, A. Reificación: um estúdio em la teoria del reconocimiento. Buenos Aires: Katz, 2007.