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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 604


604

A AUTOEFICÁCIA E O PROCESSO DE REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR

Autores:
Larissa Ramos Circuncisão (larissacircuncisao@hotmail.com) (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) ; Vanessa da Silva Carvalho Vila (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) ; Lahis Francislay da Costa (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) ; Larissa Mamidio Dourado Almy (Pontifícia Universidade Católica de Goiás)

Resumo:
INTRODUÇÃO: a crença de autoeficácia é reconhecida como variável comportamental que poderá repercutir no processo de promoção e autogestão da saúde, no autocuidado e autonomia do paciente e favorecer a adesão terapêutica no processo de reabilitação cardiovascular (BARLOW, 2013). OBJETIVO: analisar a produção científica sobre a crença de autoeficácia frente ao processo de reabilitação cardiovascular. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa de 14 artigos científicos publicados entre 2004 a 2013 (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008). Foram acessadas as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e do Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). RESULTADOS: A maioria dos artigos publicados forma entre 2007 a 2009, por médicos, enfermeiros e psicólogos, principalmente por norte-americanos, canadenses e holandeses, nos periódicos Rehabilitation Psychology e Patient Education and Counseling. Todos os artigos trouxeram as bases teóricas e conceituais da crença de autoeficácia e apontaram sua importância para as mudanças comportamentais e para a autogestão da saúde (BARLOW, 2013; JONE; RIAZI, 2011). Foram identificados instrumentos de avaliação de autoeficácia frente às intervenções em saúde que favorecem a adesão ao processo de reabilitação cardíaca, principalmente a realização do exercício físico e a educação do paciente (JONE; RIAZI, 2011). CONSIDERAÇÕES: A crença de autoeficácia é um forte preditor para o estado de saúde e a mensuração desse construto poderá contribuir para que as intervenções favoreçam o enfrentamento e o autocuidado frente as enfermidades cardiovasculares. CONTRIBUIÇÕES PARA ENFERMAGEM: os pesquisadores recomendam a utilização de medidas de autoeficácia associadas a qualidade de vida, promoção da saúde, ao nível de independência funcional entre outros incorporando essas variáveis na avaliação, monitoramento, e implementação de intervenções em reabilitação cardíaca.


Referências:
BARLOW, J. Self-efficacy in the context of rehabilitation. Buffalo. International Encyclopedia of Rehabilitation [c2013, 2013. JONE, F.; RIAZI, A. Self-efficacy and self-management after stroke: a systematic review. Ipswich. Disabil and Rehabil. v. 33, n. 10, p. 797-810, 2011. MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. C. P.; GALVÃO, C. M. Revisão Integrativa: Método de Pesquisa Para a Incorporação de Evidências na Saúde e na Enfermagem. Florianópolis, SC. Texto Contexto Enferm. v. 17, n. 4, p. 758-764, 2008.