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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 650


650

Educação em Saúde: discutindo a sexualidade com adolescentes

Autores:
Manoel Pereira da Silva Junior (junior22manoel@hotmail.com) (CENTRO UNIVERSITÁRIO TIRADENTES) ; Ana Paula Miyazawa (Centro Universitário Tiradentes)

Resumo:
INTRODUÇÃO: A educação em saúde pode ser considerada um processo político pedagógico que requer o desenvolvimento da reflexão crítica, permitindo desvelar a realidade e propor ações transformadoras que proporcionem autonomia e emancipação do indivíduo enquanto sujeito histórico e social "capaz de propor e opinar nas decisões de saúde para cuidar de si, de sua família e da coletividade" (MACHADO et al., 2007). Para os adolescentes, as ações de educação em saúde, constituem uma ferramenta de aproximação, pois esta fase é marcada por descobertas e pela busca da superação, onde novas experiências podem desencadear sentimentos de medo e insegurança. OBJETIVO: Discutir o papel do enfermeiro nas ações de educação em saúde desenvolvidas para adolescentes. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo reflexivo baseado no relato de experiência de discentes do Curso de Enfermagem nas atividades de educação em saúde. DISCUSSÃO: No mundo contemporâneo os adolescentes são constantemente bombardeados por informações alusivas a sexo e sexualidade aumentando a vulnerabilidade deste público às doenças sexualmente transmissíveis e à gravidez precoce. Neste contexto, a família nem sempre oferece o suporte necessário para esclarecer dúvidas sobre a temática nem tampouco orientar e educar sexualmente. Assim, compreende-se que as ações de educação em saúde desenvolvidas pelo enfermeiro podem contribuir para a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Ao se considerar a realidade social e cultural na qual os adolescentes estão inseridos, pode-se potencializar a participação dos mesmos, contribuindo para o processo de reflexão e escolha, favorecendo a construção do amadurecimento coletivo. CONCLUSÃO: A educação em saúde se apresenta como uma estratégia de aproximação do público adolescente com os profissionais de saúde, no entanto, exige compreensão dos aspectos sociais e culturais dos sujeitos envolvidos de forma a favorecer a aprendizagem efetiva e transformadora de atitudes e hábitos de vida.


Referências:
MACHADO, M.F.A.S et al. Integralidade, formação de saúde, educação em saúde e as propostas do SUS - uma revisão conceitual. Ciência Saúde Coletiva 2007;12(2): 335-42.