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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 808


808

Conhecimento de puérperas sobre intervenções causadoras de violência obstétrica

Autores:
Sandra Beatriz Pedra Branca Dourado (sandradourado3@gmail.com) (Estácio Teresina) ; Verbênia Cipriano Feitosa (Estácio Teresina) ; Maria de Fátima Almeida E Sousa (Estácio Teresina) ; Amanda Cristina Machado Lustosa (Estácio Teresina) ; Layane Teresa Ferreira de Sousa (Estácio Teresina)

Resumo:
Introdução: a violência obstétrica caracteriza-se pelo ato físico, verbal ou negligencia exercido por profissionais da saúde durante o processo reprodutivo das mulheres, evidenciada através de uma assistência desumanizada, por vezes não reconhecidas pelas mulheres como ato violento. Objetivo: discutir quais intervenções ocorridas durante parto normal das puérperas que são consideradas violência obstétrica. Método: estudo descritivo com abordagem quantitativa, amostra com 74 puérperas internadas em uma maternidade pública de Teresina-PI, no período de outubro a novembro de 2016, a coleta de dados ocorreu através da aplicação de um formulário, para analisar esses dados utilizou-se o software Statistical Package for the Social Science versão 20.0. Resultados: as intervenções que foram realizadas com maior frequência nas parturientes foi a manobra de Kristeller (16,2%), episiotomia (4%), assim como os toques vaginais repetitivos e realizados por diferentes pessoas (22,9%). A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou as práticas prejudiciais, tais como a manobra de Kristeller, devendo ser realizadas com prudência até que mais pesquisas esclareçam sua efetividade. Outras condutas inapropriadas está a episiotomia, e os sucessivos toques vaginais. Conclusões: Apesar das mudanças ocorridas na assistência ao parto, a violência obstétrica ainda é uma realidade na maternidade em questão. Identificando-se assim, a necessidade de se trabalhar mais essa temática, com profissionais e mulheres sobretudo no Pré-Natal. Palavras-chave: Assistência ao parto; Violência contra a mulher; Obstetrícia.


Referências:
AGUIAR, J.M. Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero. 2010. 198 f. Tese (Doutorado em Medicina Preventiva) - Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 4, 2010. BRASIL. Ministério da Saúde. Por uma cultura da paz, a Promoção da Saúde e a Prevenção da Violência. Brasília, 2009, p.6-7.