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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1024


1024

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO, CLÍNICO E ANTROPOMÉTRICO DE MULHERES COM EXCESSO DE PESO

Autores:
Catia Suely Palmeira (catia_palmeira@yahoo.com.br) (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública) ; Fernanda Carneiro Mussi (Universidade Federal da Bahia) ; Taise Santos do Nascimento (Universidade Federal da Bahia) ; Maria de Lourdes Lima (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública) ; Lidia Cintia de Jesus Silva (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública) ; Cassia Morais Coutinho (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública)

Resumo:
Introdução: O excesso de peso é reconhecido como um grave problema de saúde na sociedade moderna e representa importante fator de risco para outras doenças crônicas e problemas psicossociais. Definido como o acúmulo excessivo de gordura, tem sua classificação baseada no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) mediante a fórmula kg/m². Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico, clínico e antropométrico de mulheres com excesso de peso. Método: Estudo transversal, descritivo, com 101 mulheres com excesso de peso desenvolvido em ambulatório de referência para obesidade, em Salvador, Bahia. Os dados foram obtidos por meio de entrevista e avaliação antropométrica. Dados analisados em percentuais. Resultados: A média de idade foi de 47,8 anos (dp=9,0). Predominaram mulheres da raça/cor autodeclarada parda (55,5%) e preta (37,6%), com ensino médio completo e incompleto (62,4%), situação conjugal sem companheiro (51,5%), renda = 3 salários mínimos (87,1%) e atividade laboral remunerada (54,5%). Apresentaram como perfil clínico diagnóstico de hipertensão arterial (61,4%), dislipidemia (38,6%), diabetes mellitus tipo 2 (32,7%), artrose (32,7%), doença da tireoide (22,8%) e agregação de mais de uma comorbidade (51,4%). Quanto ao IMC a média foi de 36,4 Kg/m2 (dp=5,9). Estavam com sobrepeso 14,9%, obesidade grau I 30,7%, grau II 22,8% e grau III 31,7%. Conclusão: Identificou-se um perfil de mulheres com vulnerabilidade sociodemográfica devido à baixa escolaridade e renda, situação clínica de risco devido à alta frequência de outras comorbidades e elevado grau de obesidade grau III. Contribuições para enfermagem: Estes achados proporcionam subsídios para intervenções assistenciais e educativas da enfermeira com foco na melhora das condições de saúde e no enfrentamento do tratamento para controle do peso.


Referências:
ABESO Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes brasileiras de obesidade 2016 - 4.ed. - São Paulo, SP. 2016 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. - Brasília : Ministério da Saúde, 2014.