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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1058


1058

Estratificação do risco social e biológico de usuários portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus assistidos por uma Equipe de Saúde da Família: um relato de experiência.

Autores:
Cristiane Pereira de Castro (crispcastro@gmail.com) (Faculdade de Americana) ; Shirley Verônica Alves Franco (Prefeitura Municipal de Campinas) ; Marilene Neves da Silva (Universidade Estadual de Campinas) ; Valéria Aparecida Masson (Universidade Estadual de Campinas)

Resumo:
Introdução: As doenças crônicas são a causa principal de mortalidade e de incapacidade prematura na maioria dos países, incluindo o Brasil. Dentre essas doenças destacam-se Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM). A equipe de Saúde da Família, em especial o enfermeiro, possui papel fundamental na organização do cuidado aos portadores destas patologias. Objetivo: Implantar instrumento de estratificação de risco, unificando risco biológico e social, voltado para portadores de HAS e DM assistidos por uma equipe de saúde da família do município de Campinas (SP). Metodologia: Relato de experiência voltado para implantação de instrumento adaptado1,2 para avaliação de risco sócio biológica de hipertensos e diabéticos pela equipe de enfermagem e agentes comunitárias utilizando como estratégias visitas domiciliares, consultas de enfermagem e revisão dos cadastros. Resultados: O instrumento de estratificação de risco foi aplicado na microárea 3 e identificou-se que 49% dos usuários são classificados como baixo risco biológico, apesar da alta prevalência de fatores que podem elevar o risco como sedentarismo (80%), dislipidemia (50%) e tabagismo (18%). Observou-se que 80% possuem renda superior a 1 salário mínimo por família, 32% possui mais de 65 anos e 15% apresentam comorbidades associadas a saúde mental. A partir dos resultados iniciou-se processo de reorganização do trabalho na equipe tendo como ações: realizar Projeto Terapêutico Singular para os usuários que possuem patologias mentais associadas e idosos que moram sozinhos; investir nos grupos de promoção da saúde como caminhada e alimentação saudável; e implantar grupo de tabagismo. Conclusão: Esta experiência possibilitou identificar casos de maior vulnerabilidade, reorganização do processo de trabalho e motivação para implantar o instrumento nas demais micro áreas. Espera-se que o enfermeiro enquanto gestor do plano de cuidado utilize sua criatividade e conhecimento na busca de novas estratégias assistenciais que sejam implicadas com a defesa da vida de todos os brasileiros.


Referências:
1-Framingham Heart Study. A Project of the National Heart, Lung and Blood Institute and Boston University [homepage na Internet]. Acesso em 10 Mai 2012. Disponível em: www.framinghamheartstudy.org 2- Coelho FLG, Savassi LCM. Aplicação de Escala de Risco Familiar como instrumento de priorização das Visitas Domiciliares. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2004;1(2):19-26.