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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1088


1088

Religiosidade e Espiritualidade como Ferramenta de Cuidar em Enfermagem

Autores:
Diogo Jacintho Barbosa (jacintho.enf@gmail.com) (Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UER)) ; Antonio Marcos da Silva Tosoli (Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)) ; Karen Paula Damasceno dos Santos Souza (Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)) ; Leandra da Silva Paes (Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)) ; Priscila Cristina da Silva Thiengo (Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ))

Resumo:
Este trabalho deriva-se da revisão sistemática da literatura apresenta como projeto de investigação científica a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) como requisitos básicos para participação no processo seletivo discente para doutorado em enfermagem, e teve por objetivos identificar com base na literatura científica aspectos relacionados a inserção da religiosidade e espiritualidade no cuidado de enfermagem. A religiosidade e a espiritualidade no cuidado não são novidades para a área da enfermagem, uma vez que a profissão possui relação estreita em sua dimensão histórica com as diferentes religiões, ordens religiosas e preceitos religiosos e espirituais. A precursora da enfermagem mundial, Florence Nightingale, inseriu o tema religiosidade e espiritualidade na enfermagem tendo em vista que afirmava ter sido chamada por Deus, para exercer a enfermagem, que até então não era reconhecida como profissão. A análise da literatura existente sobre o assunto nos faz perceber que existem momentos específicos para se inserir questões ligadas à religiosidade e espiritualidade no cuidado, de modo a facilitar sua inclusão e diminuir questões de stress emocional tanto no enfermeiro quanto do paciente. Também podemos observar que os melhores momentos para a inclusão da religiosidade e espiritualidade no cuidado são: avaliação de um novo paciente, admissão do paciente e visita de manutenção. A inserção da religiosidade e espiritualidade no cuidado pode influenciar o comportamento das pessoas, assim lhes fazer reagir com base em suas crenças, valores, história de vida e cultura.Entretanto, para que isto aconteça é necessário que os profissionais de enfermagem reconheçam primeiro em si mesmo esse potencial, de forma a acreditarem na sua capacidade de transmitir, fé e esperança no outro. Dessa forma o profissional de enfermagem consegue prestar uma assistência que alcance o seu paciente nas dimensões sociais, biológicas, psicológicas e espirituais.


Referências:
1. CERQUEIRA-SANTOS, Elder; KOLLER, Sílvia Helena; PEREIRA, Maria Teresa Lisboa Nobre. Religião, saúde e cura: um estudo entre neopentecostais. Psicol. cienc. prof., Brasília, v. 24, n. 3, p. 82-91, set. 2004. Available from . Accessed on 22 Jun. 2016. 2. Fernando Fonseca de Queiroz (outubro de 2005). «Brasil: Estado laico e a inconstitucionalidade da existência de símbolos religiosos em prédios públicos». Jus Navigandi. Available from Accessed on 1 Jun. 2016 3. Censo Demográfico 2010. Estatística. Estimativa da população usuária de drogas na cidade do Rio de Janeiro. IBGE. Rio de Janeiro. Available from: . Accessed on 10 November 2015 4. COUTINHO, José Pereira. Religião e outros conceitos. Sociologia, Porto, v. 24, p. 171-193, dez. 2012. Available from . Accessed on 1 Jul 2016. 5. MACRAE, Edward; VIDAL, Sergio Souza. A Resolução 196/96 e a imposição do modelo biomédico na pesquisa social: dilemas éticos e metodológicos do antropólogo pesquisando o uso de substâncias psicoativas. Rev. Antropol., São Paulo , v. 49, n. 2, p. 645-666, Dec. 2006 Available from . Accessed on 1 July 2016.