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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1091


1091

AVALIAÇÃO DE TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS EM CRIANÇAS INTERNADAS EM UNIDADES PEDIÁTRICAS

Autores:
Edficher Margotti (edficher@yahoo.com.br) (Universidade Federal do Pará-UFPA) ; Itla Prazeres (Universidade do Sul de Santa Catarina-UNISUL)

Resumo:
Introdução: Fatores ambientais estressantes são alguns dos fatores que podem ser listados como propulsores ao desencadeamento dos sinais e sintomas típicos de transtornos psicológicos(1).Experiências traumáticas na infância têm sido implicadas na gênese do aparecimento de sintomas dissociativos(2). O contexto de hospitalização, é em especial para a criança, desencadeador eficaz de transtorno dissociativo (3) . Objetivo: Investigar e analisar sintomas e cognições dissociativas e pós-traumáticas infantis. Metodologia: Estudo descritivo com abordagem quantitativa, com 34 crianças de cinco a doze anos, internadas há mais de 5 dias, nas pediatrias da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e do Hospital Universitário João de Barros Barreto. Foi utilizado a Internacionais Child Dissociative Checkist (CDC) e Children’s Dissociative Experience Scale (CDES). Resultados: De acordo com CDC, na Fundação Santa Casa: 42% sem transtorno e 58% com sintomas do transtorno, no Hospital Universitário: 40% sem transtorno e 60% com transtornos. De acordo com CDES, na Fundação Santa Casa: 21% sem transtorno, 27% com transtorno, 26% apresentaram falsa escala de trauma e 26% apresentaram síndrome pós traumática, no Hospital Universitário: 27% sem transtorno, 13% com transtornos, 33% apresentaram falsa escala de trauma e 27% apresentaram síndrome pós traumática. Conclusões: 40% das crianças apresentaram pontuação compatível para o transtorno. Implicações para Enfermagem: É de suma importância identificar e providenciar avaliação psicológica no atendimento à criança hospitalizada com sintomas de transtornos.


Referências:
Referências 1. American Psychiatric Association – APA. Manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais – DSM-V. Porto Alegre: Artmed, 2013. 2. PHILLIPS, K.A. Somatoform and factitious disorder (Review of Psychiatry Series, Volume 20, Number 3; Oldham JM and Riba MB, series editors). Washington, DC: American Psychiatric Publishing, 2001. 3. GOMES, R.A. A promoção do brincar no contexto da hospitalização infantil como ação de saúde. Ciência Saúde Coletiva 9 (1): 147-54, 2004