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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1264


1264

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA MANIPULAÇÃO DO CATETER DE DVE E PIC ATRAVÉS DO RELATO DE UM CASO CLÍNICO.

Autores:
Julia Maria Pacheco Lins Magalhães (juliapachecolins@hotmail.com) (Hospital Memorial Arthur Ramos) ; Karulyne Silva Dias (Hospital Memorial Arthur Ramos) ; Janinne Santos de Melo (Hospital Memorial Arthur Ramos) ; Carla Danielle Botelho Silva (Hospital Memorial Arthur Ramos) ; Kleinn de Oliveira Silva (Hospital Santa Casa de Misericórdia de Maceió) ; Kívia Queiroz de Andrade (Universidade Federal de Alagoas)

Resumo:
Introdução: o cateter de Derivação Ventricular Externa (DVE) com o cateter de monitorização da Pressão Intracraniana (PIC) acoplado pode ter complicações graves como infecções do sistema nervoso central, que podem ser prevenidas com medidas simples através dos cuidados de enfermagem (CCIH-UFRJ, 2013; VIANA, TORRES, 2017). Objetivo: relatar através de um caso clínico os cuidados de enfermagem na manipulação do cateter de DVE e PIC. Metodologia: estudo observacional, descritivo, exploratório, do tipo estudo de caso. Coleta de dados realizada durante o internamento do paciente na UTI Neurológica do Hospital Memorial Arthur Ramos de Maceió, no período de abril a junho de 2017. Resultados: DBT, sexo masculino, 30 anos, estudante, solteiro, vítima de queda de moto sem capacete, diagnóstico médico de TCE grave com contusões bifrontais. Paciente foi abordado cirurgicamente para drenagem de hematoma e colocação de DVE com cateter de PIC acoplado devido a evidência de hidrocefalia. Os cuidados de enfermagem realizados para esse paciente em virtude do sistema DVE/PIC foram: cabeceira do leito elevada entre 30 a 45 graus; sistema DVE/PIC em um suporte exclusivo; checagem do sistema a cada 6 horas; zerar o cateter de DVE no conduto auditivo externo, evitando o tracionamento do mesmo, em caso de obstrução não desobstruir e/ou reposicionar; nunca aspirar ou ejetar solução no cateter; não esquecer de abrir o cateter de DVE depois da realização de qualquer procedimento; cuidados no esvaziamento da bolsa coletora da DVE; avaliação do aspecto e volume do débito; realização do curativo. Conclusão: A equipe de enfermagem manipula o cateter de DVE e PIC, assim, torna-se fundamental o conhecimento técnico científico no cuidado desses dispositivos. Contribuições ou implicações para a Enfermagem: a participação do profissional da enfermagem na monitorização invasiva com cateter de PIC e DVE promove uma assistência segura, livre de erros, focada no cuidado individualizado do paciente.


Referências:
1-Viana, RAPP; TORRE, M. Enfermagem em Terapia Intensiva. Barueri, SP: Manole, 2017. 2-Coordenação de Controle Infecção Hospitalar CCIH/HUCFF/UFRJ, Agosto, 2013.