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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1286


1286

Espiritualidade, morte encefálica e transplantes no brasil: revisão integrativa.

Autores:
Karulyne Silva Dias (karulyne.dias@hotmail.com) (Centro Universitário CESMAC) ; Carla Danielle Botelho Silva (Centro Universitário Tiradentes) ; Kívia Queiroz de Andrade (Universidade Federal de Alagoas) ; Janinne Santos de Melo (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas) ; Kleinn de Oliveira Silva (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas) ; Júlia Maria Pacheco Lins Magalhães (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas)

Resumo:
INTRODUÇÃO: Em virtude da grande carência de transplantes no Brasil, existe o baixo índice de doação de órgãos relacionados ao doador cadáver, e entre as causas que influenciam a família a recusar ou aceitar a doação, está a religiosidade. OBJETIVO: Investigar como se dá a prática e vivência da religiosidade/espiritualidade como fator decisório pelos brasileiros quando em face à situação de potencialidade de doação de órgãos e como a enfermagem pode atuar nesse contexto. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada uma revisão da literatura integrativa e procedeu-se a pesquisa nas seguintes bases de dados: MEDLINE, LILACS, BDENF e PUBMED. Os descritores selecionados para a pesquisa incluíram: morte encefálica; espiritualidade; doação de órgãos; transplantes; religiosidade. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As religiões divergem em suas opiniões quanto ao uso da transplantologia como um recurso para salvar vidas. Entretanto, a escolha do indivíduo e sua família quanto à doação de órgãos e tecidos em vida ou morte prevalece acima de dogmas e doutrinas. O profissional enfermeiro está diretamente envolvido no processo de doação de órgãos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A religiosidade exerce certa influência na escolha, porém é a consciência familiar que tem o poder de decisão. O enfermeiro intermedia as dúvidas familiares quanto a doação, bem como atua para manutenção da viabilidade do doador em morte encefálica. Faz-se necessária a popularização das políticas públicas voltadas ao tema e consequente conscientização da população.


Referências:
ARAÚJO, M.N.; MASSAROLLO, M.C.K.B. Conflitos éticos vivenciados por enfermeiros no processo de doação de órgãos. Acta Paulista de Enfermagem. 2014; 27(3): 215-20. MORAES, E.L.; MASSAROLLO, M.C.K.B. Recusa de doação de órgãos e tecidos para transplante relatados por familiares de potenciais doadores. Acta Paulista de Enfermagem.. 2009. 22(2): 131-5. TRAIBER,C.; LOPES, M.H.I. Educação para doação de órgãos. Scientia Medica. Porto Alegre: PUCRS, v.16, n. 4, out./dez. 2006.