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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1441


1441

A participação da Enfermagem na inserção da Auriculoterapia na Atenção Básica: Um relato de experiência de Benedito Novo/SC

Autores:
Micheli Leal Ferreira (micheli_leal@yahoo.com.br) (Universidade Federal de Santa Catarina. Prefeitura Municipal de Benedito Novo/SC) ; Carolina Scholz (Prefeitura Municipal de Benedito Novo/SC) ; Juzeli Angela da Cunha Lemes (Universidade Federal de Santa Catarina. Prefeitura Municipal de Benedito Novo/SC) ; Mara Ambrosina de Oliveira Vargas (Universidade Federal de Santa Catarina) ; Helena Doege (Prefeitura Municipal de Benedito Novo/SC) ; Ronie Gilberto Loewen (Prefeitura Municipal de Benedito Novo/SC)

Resumo:
Introdução: Práticas Integrativas e Complementares (PIC) é um conjunto heterogêneo de práticas, produtos e saberes, agrupados por não pertencerem ao escopo consagrado na medicina convencional(1). A oferta destes serviços intensificou-se após criação da Política Nacional de PIC(2). A Atenção Básica (AB) visa a prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde propiciando cuidado continuado, humanizado e integral(1,2). Auriculoterapia é uma PIC associada à medicina tradicional chinesa, difundida por curso teórico-prático e aplicada em atendimentos individuais/coletivos com evidenciado benefício(1,3). O Enfermeiro, mediante compromisso com o cuidado e sua gestão, vislumbra oportunidade de agregar conhecimento, ampliar arsenal terapêutico e potencializar resolubilidade AB. Objetivos: Relatar a participação da Enfermagem na capacitação/inserção da Auriculoterapia na AB. Metodologia: A proposta foi apoiada pela gestão municipal, que liberou três profissionais para capacitação. Inicialmente ofertamos a prática aos profissionais, ampliando para a comunidade. Afim de aumentar a oferta, realizamos formação em pares. Resultados: Atualmente cinco enfermeiros, um psicólogo e um médico estão capacitados e operando de forma híbrida, ou seja, introduzindo a auriculoterapia ao cuidado biomédico e rotina da AB(1,4). A procura tem aumentado, principalmente nos casos de dores crônicas, distúrbios do sono e ansiedade devido a relatos de melhora importante em mais de 90% dos casos, bem como, diminuição no uso de fármacos. Conclusões: Consideramos uma experiência complexa onde se destacou a cogestão na capacitação/inserção da auriculoterapia, sendo proporcionada em parte pelo comprometimento dos enfermeiros envolvidos. Contribuições: O enfermeiro agindo na capacitação/inserção da auriculoterapia exercitou sua criatividade para definir estratégias de enfrentamento e desenvolveu competência para aplicação de técnica simples de significativa eficácia. DECS: Auriculoterapia; Enfermagem; Atenção Primária à Saúde.


Referências:
Referências 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Saúde Pública. Formação em Auriculoterapia para profissionais de saúde da Atenção Básica. Produção do material instrucional: FETT Educação e Ensino ltda. 2016; módulos I, II, II, IV e V. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS - PNPIC-SUS. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ pnpic.pdf 3. ZHAO H, TAN J, WANG T, JIN L. Auricular therapy for chronic pain management in adults: A synthesis of evidence. Complementary Therapies in Clinical Practice, vol.21, p.68-77, 2015. 4. FAQUETI, A.; TESSER, C.D. Utilização de medicinas alternativas e complementares na atenção primária à saúde de Florianópolis. 2015. Artigo em avaliação na revista Ciência e Saúde Coletiva.