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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1448


1448

Implantação da classificação de risco conforme Protocolo de Manchester na Unidade de Emergência Referenciada: relato de experiência

Autores:
Milene Thaís Marmol (milene.marmol@healthbit.com.br) (Universidade Estadual de Campinas (HC/Unicamp)) ; Rafael Marconato (Universidade Estadual de Campinas (HC/Unicamp)) ; Aline Maino Pergola-marconato (Universidade Estadual de Campinas (HC/Unicamp)) ; Valdecir Monteiro Jardim (Universidade Estadual de Campinas (HC/Unicamp)) ; Marcos Roberto da Silva (Universidade Estadual de Campinas (HC/Unicamp))

Resumo:
Usualmente os serviços de emergência representam as principais portas de entrada dos usuários ao sistema de saúde e acolhem demandas indevidas que ocasionam superlotação e dificultam acesso das emergências(1). A Unidade de Emergência Referenciada (UER) de Hospital Universitário substituiu o sistema de classificação de risco segundo protocolo institucional pelo Protocolo de Manchester (MTS) aplicado por meio do aparelho TRIUS. Objetivou-se relatar experiência do processo de implantação do MTS na UER. A instituição adquiriu três equipamentos TRIUS em maio/2017 e houve uma semana de capacitação presencial e operação assistida a 29 (90,0%) dos enfermeiros da unidade. Em 01/06/2017 iniciou-se a classificação de risco. No primeiro mês foram atendidos 4580 pacientes, destes 4007(85,0%) foram classificados dos quais 3024(75,5%) adultos e 983(24,5%) pediátricos. Das classificações, 17(4,0%) receberam prioridade vermelha, 503(12,4%) laranja, 856(21,2%) amarelo, 1773(44,2%) verde, 604(14,9%) azul e 294(7,3%) branco. Dos atendimentos, 1497(36,5%) ocorram pela manhã, 1293(31,9%) tarde e 1275(31,5%) noite. O tempo médio para aplicação do MTS foi de 2:33 minutos. Os principais fluxogramas foram: problemas em extremidades 451(12,0%), mal-estar em adultos 357(9,5%), dor abdominal em adultos 333(8,9%), dispneia em adultos 302(8,0%), dispneia em criança 243(6,5%), cefaleia 216(5,8%), diarreia e/ou vômito 194(5,2%), dor torácica 174(4,7%), dor lombar 174(4,1%) e dor de garganta 150(4,0%). Há algumas pendências em resolução, mas a equipe de enfermagem demonstrou excelente receptividade e a médica está se adequando ao novo processo. O emprego do MTS mostrou-se uma boa ferramenta para melhora dos fluxos de atendimento de emergência que podem ser aprimorados com capacitações contínuas. Descritores: Serviços Médicos de Emergência, Triagem, Protocolos, Enfermagem em emergência, Enfermagem.


Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.