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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1572


1572

AMBIENTE TERAPÊUTICO E A RELAÇÃO COM A CARACTERIZAÇÃO DO EU

Autores:
Tatiana Marques dos Santos (tatianamarques.ufrj@gmail.com) (Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ)) ; Jusley da Silva Miranda (Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ)) ; Bárbara Tavares da Silva (Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ)) ; Gisele Fernandes Tarma (Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ)) ; Rosa Gomes dos Santos Ferreira (Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ)) ; Maria Angélica Almeida Peres (Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ))

Resumo:
O sofrimento e dor psíquica vão além da simplicidade do sentir, invadindo diversas vertentes do indivíduo, como as questões socioeconômicas, psicoemocionais, político-culturais, ambientais, entre outras que influenciam o indivíduo e a formação do eu. Transformar o ambiente que o indivíduo está inserido e como ele se relaciona com o mesmo, garante maior aporte emocional. Objetivo: Refletir como a ambientação terapêutica influencia na melhora e caracterização do eu em pessoas com sofrimento psíquico. Metodologia: A técnica metodológica consiste em uma revisão bibliográfica para obter informações sistematizadas, a partir de reflexões críticas dos autores sobre ambiente terapêutico. Resultados preliminares: Os preceitos que sustentam a teoria ambientalista de Florence Nightingale são referentes a atuação do ambiente como catalizador do desenvolvimento da saúde do indivíduo. Assim, auxiliar os clientes internados de modo que mantenham sua capacidade de saúde é um dos princípios da enfermagem. O caráter da instituição atua sobre o internado de forma que o mesmo vê ocorrer o processo de descaracterização do seu eu, sem ao menos perceber. O indivíduo começa a ser desnudado, tendo seu corpo e a sua concepção do eu agredidas de forma que sua atuação se torna debilitada, ou ainda aniquilada, mediante ao tempo de exposição a instituição total. Conclusões preliminares: Dessa forma, a administração do ambiente torna-se essencial diante da realidade de transformar-se a estrutura manicomial que, sendo instituição total, descaracteriza e mortifica o eu. O papel do enfermeiro é relacionar os cuidados ao indivíduo, família e ambiente, minimizando o adoecimento devido a estrutura física.


Referências:
BRASIL. Lei n. 10.216 de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Brasília (DF): Senado Federal; 2001 BRASIL. Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília (DF): Senado Federal; 2011. GOFFMAN, E. Manicômios, Prisões e Conventos. Tradução de Dante Moreira Leite. 9ª edição. São Paulo: Editora Perspectiva, 2015. HADDAD, VCN; SANTOS, TCF. The Environmental Theory by Florence Nightingale in The Teaching Of The Nursing School Anna Nery (1962 - 1968). Esc Anna Nery, v.15, n.4, p.755-761, 2011. MACHADO, AL; COLVERO, LA. Unidades de internação psiquiátrica em hospital geral: espaços de cuidados e a atuação da equipe de enfermagem. Rev Latino-am de Enfermagem, v.11, n.5, 2003. OLIVEIRA LRM, CARVALHO CD, CARVALHO CMS, SILVA JÚNIOR FJG. The teaching of mental health nursing: a literature review. R. Interd. v.6, n.2, p.152-159, 2013. SARACENO, B. Reabilitação psicossocial: uma estratégia para a passagem do milênio. In: Pitta AM, organizadora. Reabilitação psicossocial no Brasil. São Paulo (SP): Hucitec; 1996. p.13-18.