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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1662


1662

Fosfoetanolamina em foco: o que a mídia divulgou sobre o "medicamento" para o tratamento do câncer.

Autores:
Laura Beatriz Sousa de Jesus Martelletti (laurabeatriz.unb@gmail.com) (Universidade de Brasília - UnB) ; Dirce Bellezi Guilhem (Universidade de Brasília)

Resumo:
O estudo teve por objetivo analisar o debate da mídia brasileira sobre a Lei Nº 13.269, de 13 de abril de 2016 (1), a qual liberou o uso da Fosfoetanolamina (suspensa pelo STF) e explorar os discursos divulgados pela mídia, através do conceito bioético da vulnerabilidade (2). Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, com caráter qualitativo, por se trabalhar com o universo dos significados, atitudes e valores (3).O levantamento de dados foi realizado por meio de matérias jornalísticas (online) e discursos divulgados pela mídia em notícias e comentários independentes nos anos de 2015 e 2016, nos portais: G1, Folha Online e Correio Braziliense. Para análise de dados utilizou-se a análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin (4), a partir, da qual emergiram duas categorias: Posicionamentos em objeção à Lei e Posicionamentos favoráveis à Lei. Concluiu-se que, a procura por terapia complementar, no tratamento oncológico, é recorrente, pois aflora a necessidade de testar todas as possibilidades de tratamento disponíveis. Portanto, o paciente oncológico e sua família apresentam múltiplas vulnerabilidades, as quais geram pessoas passivas, dependentes e com autoestima relativamente comprometida. A Enfermagem, nesse contexto, deve desempenhar papel fundamental no reconhecimento precoce de situações de vulnerabilidade e contribuir para inclusão social no desenvolvimento científico e no compromisso com a democratização da ciência.


Referências:
1. Brasil. Presidência da República. LEI Nº 13.269, DE 13 DE ABRIL DE 2016. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13269.htm. Acesso em 26 de abril de 2016. 2. Morais, IM. Vulnerabilidade do doente versus autonomia individual. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant. vol.10, supl.2 Recife Dec. 2010. 3. Godoy, AS. Pesquisa Qualitativa Tipos Fundamentais. Revista Administração de Empresas. São Paulo, v. 35, n. 3, p. 20-29. Disponível em: Acesso em: 28/05/2017. 4. Bardin L. Análise de conteúdo. Porto: Edições 70; 2011. 5. Guilhem D, Diniz D. O que é Ética em pesquisa? 1ª Ed. São Paulo; Editora Brasiliense, 2008.