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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1698


1698

Impactos da Violência de Gênero na Saúde Pública

Autores:
Chrisllayne Carla Cavalcante Nascimento (chrisllaynenascimento@gmail.com) (Centro Univarsitário Tiradentes - UNIT) ; Charles Maurício Barros dos Santos (Centro Univarsitário Tiradentes - UNIT) ; Francyele Alves da Paixão Nobre (Centro Univarsitário Tiradentes - UNIT) ; Luana Patrícia Barros Collaço (Centro Univarsitário Tiradentes - UNIT) ; Monteiro Pires Bastos Júnior (Centro Univarsitário Tiradentes - UNIT) ; Aldenizia Kássia de Melo Carvalho (Centro Univarsitário Tiradentes - UNIT)

Resumo:
INTRODUÇÃO: A explosão da violência hoje parece ultrapassar qualquer forma de entendimento humano. A violência de gênero contra as mulheres têm sido encarado como um fenômeno mundial, uma vez que o corpo feminino é considerado como espaço preferencial, não apenas pelo volume de assassinatos de mulheres que vem ocorrendo nas últimas décadas, como também pelo grau de barbárie ao qual tem sido submetido. OBJETIVO: abordar os impactos que a violência de gênero acarreta na saúde pública. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de abordagem descritiva, onde seus dados foram obtidos na Biblioteca Virtual de Saúde - BVS, utilizando os artigos publicados nas bases de dados LILACS e BDENF. RESULTADOS: Compreende-se gênero como as relações sociais entre mulheres e homens, de caráter histórico e cultural que definem modelos de ser de cada um, delimitando seu corpo e campo de atuação. A violência sexual se destaca no conjunto das violências de gênero principalmente pelo sofrimento causado nas questões que envolvem a sexualidade. Há conexões com a Saúde Coletiva, pois desponta como uma contradição na vida das mulheres, gerando tensão e resultando em alterações de saúde e adoecimento. CONCLUSÃO: A violência de gênero traz danos imensuráveis para a sociedade, não podendo ser vista apenas como um dano individual e devastador para a mulher que é vítima e para sua rede de relações mais próximas. Os setores da saúde, a segurança pública e os gestores devem estar articulados para que a assistência não se restrinja aos protocolos de atendimento, mas que prepondere a integralidade do cuidado.


Referências:
BANDEIRA, L.M. Mulheres e violências: interseccionalidades. 628 p. il. Brasília, DF : Technopolitik, 2017 CORTES, L.F. et al. Cuidar mulheres em situação de violência: empoderamento da enfermagem em busca de equidade de gênero. Rev Gaúcha Enferm; 36(esp):77-84, 2015. COSTA, M.C.; LOPES, M.J.L. & SOARES, J.F.L. Violência contra mulheres rurais: gênero e ações de saúde. Escola Anna Nery [on line]. Vol. 19, n.1, pp. 162-168, 2015. OLIVEIRA, P.S. et al. Assistência de profissionais de saúde à mulher em situação de violência sexual: revisão integrativa. Rev enferm UFPE on line; Recife, 10(5):1828-39, maio, 2016.