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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1750


1750

VIVENCIANDO O PROTAGONISMO INDÍGENA DA WASSU COCAL: interações transculturais e formação profissional

Autores:
Larissa Alves do Nascimento (lari-nascalves@hotmail.com) (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL) ; Danielly Santos dos Anjos Cardoso (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL) ; José Carlos da Silva Lins (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL) ; Nataniele da Silva Canuto (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL) ; Lívia Maria Zacarias Claudino (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL) ; Sandra Bomfim de Queiroz (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL)

Resumo:
INTRODUÇÃO: Novas estratégias de ação foram articuladas pelo Brasil visando a inclusão dos indígenas como protagonistas em saúde. A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), tem como diretriz a preparação de recursos humanos para atuação no contexto intercultural¹. Nessa perspectiva, a teoria da enfermagem transcultural de Leininger, enfatiza a necessidade de compreensão das singularidades dos indivíduos e coletividades, articulando uma metodologia pautada no respeito e congruência cultural², objetivando uma saúde equânime. OBJETIVOS: Relatar a experiência e promover reflexões sobre a importância das interações transculturais entre acadêmicos de saúde e povos indígenas na formação profissional de enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência baseado em uma vivência de extensão ocorrida em uma universidade pública de Alagoas, realizada por acadêmicos de bacharelados em saúde e representantes da tribo alagoana Wassu Cocal, tendo a memória e a observação participante como instrumentos de coleta. RESULTADOS: O encontro desenvolveu-se através de uma explanação das especificidades indígenas e no desenvolvimento de uma dança ritualística, denominada toré. O momento pautou-se na interação efetiva entre os envolvidos, onde a voz popular e a subjetividade mística da dança direcionavam os questionamentos e o processo de aprendizagem. CONCLUSÕES: O resultado dessa experiência aponta para a importância de vivências efetivas entre diferentes culturas dos segmentos populacionais que compõem o cenário étnico brasileiro. As singularidades culturais precisam ser conhecidas pelos profissionais de saúde e em especial, pela enfermagem, fundamentando uma atuação profissional equânime e efetiva. IMPLICAÇÕES PARA ENFERMAGEM: Esse relato propõe a ampliação do olhar da enfermagem para uma formação profissional edificada pela voz popular, que compreenda as especificidades culturais e fomente uma atuação acolhedora e efetiva em saúde. DESCRITORES: serviço de saúde do indígena; estudos transculturais; saúde.


Referências:
1 BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. 2ª ed. Brasília, 2002. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_saude_indigena.pdf>. Acesso em: 20/05/2017. 2 SILVA, A; MOITA, M.A.G. Modelos de Competência Cultural: Uma Análise Crítica. Rev. Pensar Enfermagem, Lisboa, vol. 20, n. 02, 2016. Disponível em: . Acesso em: 05/06/2017.