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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 1820


1820

VULNERABILIDADES À HANSENÍASE ENTRE CONTATOS: INTERFACE COM A DETECÇÃO DE CASOS

Autores:
Olivia Dias de Araujo (oliviaenf@ufpi.edu.br) (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ) ; Telma Maria Evangelista de Araújo (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ) ; Alberto Novaes Ramos Júnior (Universidade Federal do Ceará) ; Dorlene Maria Cardoso de Aquino (Universidade Federal do Maranhão) ; Márcio Dênis Medeiros Mascarenhas (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ) ; Lidya Tolstenko Nogueira (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ)

Resumo:
Objetivo: Analisar as dimensões de vulnerabilidade relacionadas à hanseníase entre contatos intradomiciliares e sociais de pessoas acometidas pela doença e sua interface com a detecção de novos casos em município hiperendêmico do Piauí. Método: Estudo transversal, censitário, realizado em Floriano/PI, com 516 contatos de hanseníase, dos quais 407 contatos intradomiciliares, 109 coabitantes sociais.Resultados: Dentre os 516 contatos avaliados, detectou-se 15 casos (2,9%), sendo 80,0% entre contatos intradomiciliares e 20,0% entre coabitantes sociais. As vulnerabilidades relacionadas aos casos detectados em contatos intradomiciliares foram: alterações dermatológicas (RP= 8,5; IC95% 5,13-14,13), alterações neurológicas (RP=9,2, IC95% 6,01-14,85) e espessamento de tronco nervoso (RP=11,2, IC95%= 4,19-18,96). Nos contatos sociais, as alterações neurológicas foram estatisticamente associadas (RP=3,81, IC95% 1,55-6,18, respectivamente). Ter número de cômodos no domicílio superior a um, por pessoa foi um fator de proteção para os dois tipos de contato.Conclusão: O conceito de contato ampliado foi operacionlizável e eficaz. Descritores: Hanseníase. Vulnerabilidade em saúde. Busca de comunicante. Descriptors: Leprosy. Vulnerability in health. Contact tracing.


Referências:
. Brasil. Ministério da Saúde. Plano Integrado de ações estratégicas de eliminação da hanseníase, filariose, esquistossomose e oncocercose como problema de saúde pública, tracoma como causa de cegueira e controle das geohelmintíase: plano de ação 2011-2015. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 2. Neto JMP, Carvalho HT, Cunha LES, Cassenote AJF, Lozano AW, Martins APS. Análise do controle dos contatos intradomiciliares de pessoas atingidas pela hanseníase no brasil e no estado de São Paulo de 1991 a 2012. Hansen Int. 2013[Cited 2016 jun 16 ];38(1-2):68-78. Available from: http://pesquisa.bvsalud.org/enfermeria/resource/pt/ses-31304 3. Brasil Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Panorama da hanseníase no Brasil. Reunião da Estratégia Global de Hanseníase 2016-2020 adaptado ao SUS: atualizações, desafios e perspectivas. Brasília, 2016. 4. Araújo et al., Boletim de vigilância em saúde do Estado do Piauí : Hanseníase 2014 / organizadores, Telma Maria Evangelista de Araújo ... [et al.] ; colaboradores, Danusa de Araújo Felinto ... [et al.]. - Teresina: EDUFPI, 2016. 5. Organização Panamericana de Saúde. Estimativa de prevalência oculta. Hanseníase hoje. Boletim - Eliminação da Hanseníase das Américas, 1998. [Cited 2016 mar 14]. Available from: http://www.scielo.br/scieloOrg/php/similar.php?lang=en&text=Estimativa%20de%20preval%C3%AAncia%20oculta:%20Hansen%C3%ADase%20hoje